“A FAZENDA DO ROCHEDO”
Livro de Anísio Ciscotto retrata a imigração italiana em Minas Gerais
Contribuição valiosa para a história da imigração italiana em nosso território, o livro “A Fazenda do Rochedo (1888-1889)”, chegou às livrarias. A obra retrata a vinda de várias famílias, oriundas do Friuli (Nordeste da Itália), à fazenda onde foram assentados para trabalhar na cultura do café. Trata-se da reconstrução do momento histórico no qual grandes transformações aconteceram no Brasil, como a extinção do trabalho escravo, o declínio do Império e também o golpe que instituiu a República Brasileira.
Para o desenvolvimento de sua obra, o autor Anísio Ciscotto combinou uma rigorosa pesquisa empírica ao uso de novos paradigmas metodológicos. O objetivo era reconstruir, com precisão, os caminhos percorridos pelas famílias italianas fixadas na Fazenda do Rochedo, distrito de Rochedo de Minas, município de São João Nepomuceno, desvendando uma intricada rede de relações, interesses e conflitos sociais e culturais.
Mais do que contar uma história de trabalho, luta e adaptação a uma outra cultura, o livro serviu também para derrubar mitos sobre a imigração. “Sempre se ensinou que os italianos vieram para substituir o trabalho do negro. As pesquisas mostram que em Minas Gerais vieram para trabalhar lado a lado do trabalhador nacional. Em São Paulo, onde o café chegou depois de Minas Gerais, vieram para incrementar a produção sempre ávida por mão de obra”, reforça Anísio. Para ele, “o estudo de uma fazenda específica mostra como o fenômeno do acolhimento dos imigrantes foi similar em diversas partes do país, mas também como o ambiente em cada estado moldou de forma diversa os costumes dos recém-chegados. Aqui em Minas Gerais, o italiano se tornou brasileiro mais rápido que em outras partes do país”.
Trata-se de uma ótima fonte de consulta para quem gosta de estudar e pesquisar suas origens!
Caso queira adquirir o livro, mande e-mail para imigrante.italiano@hotmail.com e receba seu exemplar pelo correio!
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
terça-feira, 29 de dezembro de 2015
Uma cidade em minha vida: Arnhem, Holanda.
Sempre
fui fascinado pelo assunto Segunda Guerra Mundial. Tudo o que me traz informações
sobre aquele período da História do Mundo me chama a atenção e atrai. Filmes,
revistas, livros, modelos de montagem de aviões, dioramas e etc. Talvez pelo
fato de meu pai ter servido o Exército naquela época e, após dar baixa, ter
sido convocado para a FEB ( http://anisiociscotto.blogspot.com.br/2012/05/os-ciscottos-na-primeira-guerra-mundial.html
), tenha me aguçado o espírito guerreiro.
Entre os
filmes há um favorito: Uma ponte longe demais! Um filme americano
de 1977,
dirigido por Richard Attenborough, com roteiro
baseado no livro de mesmo nome de Cornelius Ryan, adaptado
por William Goldman. Um desfile de astros e uma
estória emocionante.
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| Capa do DVD do filme! |
Em
setembro de 1944 o Marechal Montgomery planejou uma operação contra a Alemanha,
que visava concluir a guerra antes do natal daquele ano. Sua intenção era
lançar grande número de paraquedistas atrás das linha alemãs na fronteira entre
Holanda e Alemanha. Os paraquedistas tomariam as pontes que cruzavam o Rio Reno
e unidades terrestres viriam pelas estradas para consolidar a ocupação feita
pelos paraquedistas. Uma série de avaliações erradas fez com que milhares de
paraquedistas americanos e principalmente ingleses e poloneses saltassem sobre
a Holanda, pousando sobre divisões blindadas, e de elite, alemãs. No caso do
ingleses, pousaram sobre a cidade de Arnhem, às margens do Rio Reno. Foi um
massacre.
Em abril
de 2012 recebi a notícia de que iria conhecer a Holanda acompanhando o time
sub-20 do Cruzeiro, que iria participar de campeonatos naquele país. Torneios
em Terborg, Den Haag e Amsterdam. Rapidamente entrei nos sites de consulta e
procurei saber sobre os locais onde jogaríamos e ficaríamos hospedados, tendo
em mente que eu poderia visitar algum dos locais onde combates foram travados.
Qual não foi a minha surpresa ao perceber que, Terborg, ficava a poucos
quilômetros de Arnhem, principal cidade da Província de Gelderland! Arnhem era
justamente a cidade onde os paraquedistas ingleses desceram e onde estava a
ponte que dava o título ao meu filme favorito!
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| O hotel de Haterstein em setembro de 1944, com o comandante dos paraquedistas ingleses, General Urguhart. |
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| O hotel, hoje museu, nos dias atuais. |
Em maio chegamos
a Terborg e minha expectativa estava no máximo. No primeiro dia de Holanda, já
procurei saber como chegar a Arnhem e quais os roteiros a seguir. Fui sozinho
no dia seguinte. Não convidei ninguém para ir comigo pois, não queria que nada
atrapalhasse aquele momento tão especial: eu no set real de meu filme favorito.
Peguei o trem e fui até Harteinstein, cidade limítrofe com Arnhem, onde os
ingleses desceram e fizeram o seu quartel general em um hotel local.
Atualmente, no prédio do antigo Hotel, há um museu sobre a ação dos
paraquedistas britânicos na Batalha de Arnhem.
Visitei o museu e seus arredores, sempre com a sensação de que retornava
no tempo e visualizava os locais mostrados no filme. Foi muito emocionante.
No subsolo do museu há um local que se chama “A experiência do paraquedista”
onde o campo de batalha foi reconstruído e você anda pelas ruas tendo a
sensação de que está no centro da batalha. Muito real e excitante, com os
ruídos de metralhadoras, granadas e gritos de soldados em alemão e inglês.
Vizinho ao
hotel/museu há o cemitério militar de Osterbeek onde 1.680 paraquedistas
ingleses estão sepultados. Após visitar o museu fui conhecer o cemitério. Me
impressionou a beleza do lugar e como os holandeses ajudam a preservar aquele Campo
Santo: todos os anos os pais levam seus filhos para que enfeitem as tumbas,
reverenciando aqueles que deram suas vidas para libertar o povo holandês do
jugo nazista. Fiz várias fotos e aproveitei bastante o silêncio e a calma.
Muito bom para meditar como a vida pode ser cruel. Dos 9.000 militares lançados
naquela localidade, quase 20% dos paraquedistas morreram em combate! Fiz um post sobre o local em meu
blog http://anisiociscotto.blogspot.com.br/2012/06/cemiterio-militar-de-osterbeck.html
.
| Cemitério Militar de Osterbek. |
Mas o mais
emocionante estava por vir: peguei o trem e fui para a vizinha Arnhem. Da
estação peguei uma das ruas que passam pelo centro e terminam no boulevard às
margens do Reno e caminhei até a ponte. A Ponte John Frost! Frost foi o
comandante inglês a quem coube tomar a ponte, defendida por uma Divisão Panzer,
dispondo de apenas algumas centenas de paraquedistas com armas leves. Estar na
ponte onde tantos deram a vida para mantê-la ou tentar tomá-la, foi como estar
assistindo um jogo do Cruzeiro em pleno gramado do Mineirão! Revivi e imaginei
as emoções dos que participaram de página tão heroica e imortal!
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| A Ponte John Frost vista das margens do Rio Reno. |
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| Placa nomeando a Ponte como John Frost. |
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| A Ponte longe demais! |
Após o ano
de 2012, retornei a Arnhem em 2013 e 2014. A cidade passou a fazer parte da
minha vida e a conservo sempre com carinho em minhas lembranças e no meu
coração. Não me canso de visitá-la, hoje com sua calma e seu centro histórico
lindo e conservado, mesmo após tanta destruição.
Espero
retornar a Arnhem novamente. Cada vez que lá vou, descubro um pouco mais da
História da Segunda Guerra Mundial e do espírito de luta do povo holandês e da bravura dos ingleses!
domingo, 4 de outubro de 2015
Sobre o fascismo em Belo Horizonte nos idos de 1923...
Um certo blogueiro
escreveu, e outro exultou pois havia provas de uma edição de
jornal, que dentro do Palestra Italia de Belo Horizonte, havia em
1923, simpatizantes do governo de Benito Mussolini.
Ora, não precisavam
ter pesquisado tanto! Bastava me perguntar! Eu afirmaria que sim.
Havia uma boa quantidade de adeptos do governo fascista no Palestra
e, com certeza, nos outros clubes de Belo Horizonte, àquela época.
A admiração a Mussolini e seu governo promissor, que se iniciara
poucos meses antes, era global! Em todo o mundo se discutia a maneira
como aquele ex-socialista de Milão endireitara a Itália após as
agruras da Primeira guerra Mundial. O mundo ainda atônito com a
Revolução Russa ocorrida seis anos antes, via naquele governante de
gestos amplos e teatrais, com um discurso de reerguimento do antigo
Império Romano como um dos baluartes contra a ação comunista que
crescia por várias partes do mundo.
Mussolini e seu
governo fizeram muitos adeptos pelo mundo. Àquela época, os
governos centralizadores e fortes atraiam a atenção por várias
partes do mundo. A Alemanha desenvolveu o seu modelo de fascismo,
Portugal, Espanha, Argentina e até o Brasil com Getúlio Vargas e
seu Estado Novo. Havia aqui também os Integralistas. Se os adeptos
de Mussolini eram identificados por suas camisas negras, o alemães
eram identificados por suas camisas cor cáqui, os integralistas
brasileiros eram por suas camisas verdes.
Várias edições de
jornais brasileiros anunciavam as melhorias e progressos que os
italianos de Mussolini faziam. Várias instituições brasileiras
adotavam modelos de administração dos italianos. A nossa
Previdência Social, com seus institutos, e nossa legislação
trabalhista, tiveram inspiração nos modelos italianos.
Nos idos do início da
década de 1920, a partir de outubro de 1922, admirar o governo
fascista não era pouco comum não. Aliás, era muito comum. A partir
do final da década de 1930 e início da de 1940, quando Mussolini
mostrou sua política externa se aliando a Hitler e aderindo ao eixo
Berlim-Roma-Tóquio, aí sim, o mundo viu o engano da propaganda
fascista e nazista.
É sempre bom lembrar
que, mesmo em países extremamente resistentes a tais modelos
autoritários, existiram partidos fascistas, como no caso da
Inglaterra, onde os nazistas ingleses desfilavam e faziam a saudação
com o braço ereto, sob a liderança de um senhor cujo filho se
tornou muito famoso nas corridas de Fórmula Um.
Querer transformar a
Società Sportiva Palestra Italia em um antro de fascistas
sanguinolentos é querer mudar a História. Aliás, se não sabem, os
italianos também ficaram famosos pela liderança no movimento
sindical e pela exportação de ideias como o anarquismo. Com muita
certeza, como um time oriundo de pessoas humildes e trabalhadoras,
dentro do Palestra deviam existir adeptos do anarquismo e muitos
líderes sindicais. A imprensa mineira também foi povoada por muitos
pioneiros italianos. Minas deve muito aos italianos pelos bons
jornais que tem. Aliás, há excelentes teses de doutorado sobre o
assunto nos anais da UFMG. Como nos mostrou o nosso blogueiro, é
muito fácil consultar. Pena que nosso amigo tostou suas pestanas
apenas na procura de provas de sua sórdida teoria.
De dentro do Palestra
Italia não ouvia-se conspirações. Ouvia-se o murmúrio dos planos
de construção de hospitais, escolas de medicina e engenharia e
arquitetura. Muitos foram os benefícios para a comunidade da nova
capital que saíram do labor e genialidade dos sócios do Palestra.
Quando a Segunda
Guerra Mundial eclodiu, além de adotar um nome que representava a
Pátria Brasileira, o antigo Palestra doou todos seus troféus para
que o metal fosse derretido e transformado em armas para nossas
forças armadas.
Comparar o passado com
os olhos do presente é um erro crasso. Infelizmente as pessoas
erram, ao votar, ao comprar ou vender algum bem, ao escolher o time
pelo qual torce e até qual colunista lê.
Àquela época, a
Itália já era muito presente em toda Belo Horizonte, inclusive nos
clubes adversários. É só pegar as escalações dos vários times
de futebol da capital e lá veremos vários sobrenomes italianos. Um dos mais famosos foi Guaracy Januzzi, o lendário Guará (que dá nome ao troféu da Rádio Itatiaia) e que, na década de 1930, não jogava no Palestra. No
início do século, a população de Belo Horizonte possuía mais
italianos e descendentes do que qualquer outra nacionalidade. Mais uma prova que já nasceu sendo o TIME DO POVO!
O que o blogueiro e
seu ajudante talvez não saibam é que a atual Escola Estadual Pandiá
Calógeras, nasceu, batizada pelo Governo de Minas Gerais como Grupo
Escolar Benito Mussolini. Só falta acusar os dirigentes de nosso
estado de Fascistas empedernidos. E, um grande presente que Mussolini
deu a Belo Horizonte, foi o Colégio Marconi, um magnífico edifício
que tem como planta baixa o desenho da águia fascista. Os
belorizontinos devem ter ficado impressionados com o presente, e com
certeza devem ter elogiado muito o gesto do ditador italiano.
Assim sendo, senhor
blogueiro e senhor assistente de blogueiro, provavelmente os vossos
avós devem ter discutido com os amigos sobre os progressos dos
fascistas de Mussolini nos anos entre 1922 e 1930. E quem sabe,
àquela época, não foram simpatizantes também...
sexta-feira, 7 de agosto de 2015
Aprovada a Lei de Responsabilidade Fiscal do Futebol
Depois de algum tempo, e dentro dos padrões políticos brasileiros até que foi rápido, foi transformada em lei a medida provisória que tratou da "moralização" do futebol brasileiro.
Trouxe avanços, mas perdemos a oportunidade de fazermos uma verdadeira revolução dentro de nossos clubes. A medida mais atendeu ao apelo emergencial dos grandes devedores do que criou condições de que o fair-play financeiro seja perene.
A partir de hoje todos os clubes que quiserem aderir ao programa de governo tornado lei, estão com suas contas perante o fisco em dia. Todos podem buscar sua sonhada CND e fazerem suas candidaturas aos patrocínios públicos federais. Todos poderão apresentar seus projetos junto ao Ministério dos Esportes e captar recursos pela Lei de Incentivo ao Esporte.
Tal lei foi um tapa na cara, isso sim, de clubes que sempre honraram suas tradições de bons pagadores. Cruzeiro, São Paulo, Atlético do Paraná e recentemente o Flamengo (que tem trabalhado para sanar suas dívidas a despeito da nova lei) ganharam a fama de incautos e tolos.
A nova lei foi tocada em comissões onde os representantes dos clubes eram justamente os maiores devedores! Como se diz aqui em Minas Gerais, colocaram os lobos para administrarem o galinheiro.
Como torcedores que somos, resta-nos torcer para que, a partir de agora, os outros clubes tomem tento e passem a tratar suas obrigações como coisas sérias.
Este texto ficará registrado em meu blog por muito tempo, se Deus assim permitir. Quero ver quando eu retornarei a ele para republicá-lo em um novo, dando conta de que os clubes brasileiros estarão pedindo novos parcelamentos ou benesses, uma vez que estarão novamente atolados em dívidas.
terça-feira, 19 de maio de 2015
Meu livro: A Fazenda do Rochedo.
O livro A Imigração Italiana em Minas Gerais: A Fazenda
do Rochedo (1888-1889) retrata o momento de chegada de várias famílias
italianas, oriundas do Friuli (Nordeste da Itália) à fazenda onde foram
assentados para trabalhar na cultura do café.
Trata-se
da reconstrução do momento histórico onde grandes transformações aconteceram no
Brasil, como a extinção do trabalho escravo, o declínio do Império e também o
golpe que instituiu a República Brasileira.
O livro
mostra que muitos mitos sobre o assunto imigração são derrubados. Sempre se ensinou
que os italianos vieram para substituir o trabalho do negro. As pesquisas
mostram que em Minas Gerais vieram para trabalhar lado a lado do trabalhador
nacional. Em São Paulo, onde o café chegou depois de Minas Gerais, vieram para incrementar
a produção sempre ávida por mão de obra.
O estudo
de uma fazenda específica, mostra como o fenômeno do acolhimento dos imigrantes
foi similar em diversas partes do país, mas também como o ambiente em cada
estado moldou de forma diversa os costumes dos recém-chegados. Aqui em Minas
Gerais, o italiano se tornou brasileiro mais rápido que em outras partes do
país.
Com uma
leitura bem leve o meu livro revela a importância da cultura italiana na
formação da cultura política mineira. No nosso estado o italiano antecipou o
fenômeno da diminuição dos latifúndios vinte anos antes do que ocorreu no resto
do país com a Revolução de 1930. Os italianos em Minas representam quase dez
por cento da população do estado e o PIB mineiro tem quarenta e cinco por cento
de seu valor fornecido por empresas italianas ou de ítalo-descendentes.
A seguir o
texto que constará na aba do livro:
A imigração italiana em Minas Gerais: A Fazenda do
Rochedo (1888-1889), de Anísio
Ciscotto Filho, é uma fundamental pesquisa devido à importância do assunto que
estava de há muito necessitando de começar a ser estudado. Desta forma, com
este trabalho o autor traz uma valiosa colaboração para a historiografia
brasileira, e mais especificamente à historiografia do Estado de Minas Gerais,
ao tratar de um assunto relevante para o estudo da imigração italiana em nosso
território.
Dentro
de novos paradigmas metodológicos, enfrentando todas as dificuldades inerentes
à realização de pesquisas em arquivos regionais, quase sempre ainda muito
desorganizados, Anísio Ciscotto Filho nos brinda com este trabalho sobre a
Fazenda do Rochedo, estudando famílias italianas que para lá afluíram como
trabalhadores em 1888-1889, momento da libertação dos escravos e da
consolidação da implantação da mão-de-obra livre em nosso país.
O
autor, combinando uma rigorosa pesquisa empírica e o uso de novos paradigmas
metodológicos, reconstrói os caminhos percorridos pelas famílias italianas
fixadas na Fazenda do Rochedo, distrito de Rochedo de Minas, município de São
João Nepomuceno, desvendando uma intricada rede de relações, interesses e
conflitos sociais e culturais. Embora um trabalho iniciante, que prenuncia
possibilidades de pesquisas bem mais aprofundadas, já revela a exatidão do
pesquisador e o trabalho em si confirma a maturidade da pesquisa histórica com
o recorte regional, fundamental para proporcionar um amplo e aprofundado
conhecimento da sociedade estadual e da própria sociedade brasileira.
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